Trabalhadores do campo aderem às mobilizações em defesa de Lula

Via Campesina começa trabalho de base e abre diálogo com a população de Porto Alegre

Escrito por: Redação RBA • Publicado em: 18/01/2018 - 12:05 Escrito por: Redação RBA Publicado em: 18/01/2018 - 12:05

A organização internacional Via Campesina mobilizou 60 jovens para um trabalho de formação política e social voltado à população de Porto Alegre, onde será realizado no dia 24 o julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O trabalho de base envolve visitas aos moradores, intervenções teatrais e entrega de panfletos e jornais sobre a conjuntura política do país.

Os jovens vão dialogar com as pessoas sobre a importância delas participarem das mobilizações em defesa da democracia na próxima semana na capital gaúcha. A iniciativa contempla os bairros Centro, Humaitá, Cruzeiro e Lomba do Pinheiro. O trabalho seguirá até o julgamento de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Ontem (16) foi realizada no Largo Jornalista Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, a distribuição de uma edição especial do jornal Brasil de Fato, além de terem sido feitas intervenções teatrais para provocar reflexões sobre o julgamento de Lula. A “Calculadora do Retrocesso” levou as pessoas a pensar sobre quantos anos as reformas do governo Temer (MDB) atrasam o país. Já a peça “Madame Sabe-Tudo” fez adivinhações sobre os porto-alegrenses, caso Lula fosse condenado. Além disto, palhaços trocavam abraços com quem tinha o compromisso de defender a democracia, enquanto o “Caça-Palavra” entregava um pirulito para quem montasse a frase que convidava a população a participar das atividades do dia 24.

A maioria dos jovens que participa das atividades é oriunda de municípios do interior e da região metropolitana de Porto Alegre. Todos são ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das Trabalhadoras e dos Trabalhadores por Direitos (MTD) e Levante Popular da Juventude.

Contag

Ontem, em reunião, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) definiu que vai participar das mobilizações do campo progressista nos próximos dias. A entidade vai marcar presença no Comitê Popular Nacional em Defesa de Lula e nos diversos atos que estão sendo organizados pelo país, bem como acompanhar o julgamento do dia 24 diretamente de Porto Alegre.

“Precisamos entender que Lula foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como proprietário ‘de fato’ de um imóvel oriundo de dinheiro de propina de contratos da Petrobras com a empresa OAS”, afirma a Contag em nota. “A decisão dos embargos reconheceu inexistirem provas de propina OAS/Petrobras destinada a Lula e, mesmo assim, o juiz de 1º grau condenou o ex-presidente com base em uma delação premiada, contra a própria denúncia do MPF e contra a prova dos autos, afirmando que Lula é proprietário de um imóvel que está registrado em nome da OAS e que está hipotecado a um grande banco como garantia de empréstimos da própria OAS”, diz ainda.

"Mesmo diante desse cenário, de forma inédita, o recurso da defesa avançou para julgamento rapidamente (cinco meses após a sentença), com claro objetivo político de acelerar a tramitação do processo para retirar Lula da disputa eleitoral de 2018 e interferir nas eleições. O próprio juiz revisor do recurso – desembargador Leandro Paulsen – concluiu seu voto em apenas seis dias, após “analisar” mais de 250 mil páginas que integram os autos, o que é humanamente impossível dentro desse prazo. Isso só demonstra que o seu voto já estava pronto, e que já estava com a sua decisão formada", afirma o documento.

“Nesse cenário, precisamos nos mobilizar contra esse julgamento de exceção, caracterizado como um verdadeiro ataque à democracia e que fere o direito de todo cidadão e cidadã ao justo e isento processo judicial, ao direito de defesa e ao juízo natural, isento e imparcial”, diz a Contag. “Portanto, o julgamento do Lula é uma continuidade do golpe, com claro ataque à democracia, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma, com a criminalização dos movimentos sociais e com os desmontes comandados por este governo ilegítimo”, conclui.

Título: Trabalhadores do campo aderem às mobilizações em defesa de Lula, Conteúdo: A organização internacional Via Campesina mobilizou 60 jovens para um trabalho de formação política e social voltado à população de Porto Alegre, onde será realizado no dia 24 o julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O trabalho de base envolve visitas aos moradores, intervenções teatrais e entrega de panfletos e jornais sobre a conjuntura política do país. Os jovens vão dialogar com as pessoas sobre a importância delas participarem das mobilizações em defesa da democracia na próxima semana na capital gaúcha. A iniciativa contempla os bairros Centro, Humaitá, Cruzeiro e Lomba do Pinheiro. O trabalho seguirá até o julgamento de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Ontem (16) foi realizada no Largo Jornalista Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, a distribuição de uma edição especial do jornal Brasil de Fato, além de terem sido feitas intervenções teatrais para provocar reflexões sobre o julgamento de Lula. A “Calculadora do Retrocesso” levou as pessoas a pensar sobre quantos anos as reformas do governo Temer (MDB) atrasam o país. Já a peça “Madame Sabe-Tudo” fez adivinhações sobre os porto-alegrenses, caso Lula fosse condenado. Além disto, palhaços trocavam abraços com quem tinha o compromisso de defender a democracia, enquanto o “Caça-Palavra” entregava um pirulito para quem montasse a frase que convidava a população a participar das atividades do dia 24. A maioria dos jovens que participa das atividades é oriunda de municípios do interior e da região metropolitana de Porto Alegre. Todos são ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das Trabalhadoras e dos Trabalhadores por Direitos (MTD) e Levante Popular da Juventude. Contag Ontem, em reunião, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) definiu que vai participar das mobilizações do campo progressista nos próximos dias. A entidade vai marcar presença no Comitê Popular Nacional em Defesa de Lula e nos diversos atos que estão sendo organizados pelo país, bem como acompanhar o julgamento do dia 24 diretamente de Porto Alegre. “Precisamos entender que Lula foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como proprietário ‘de fato’ de um imóvel oriundo de dinheiro de propina de contratos da Petrobras com a empresa OAS”, afirma a Contag em nota. “A decisão dos embargos reconheceu inexistirem provas de propina OAS/Petrobras destinada a Lula e, mesmo assim, o juiz de 1º grau condenou o ex-presidente com base em uma delação premiada, contra a própria denúncia do MPF e contra a prova dos autos, afirmando que Lula é proprietário de um imóvel que está registrado em nome da OAS e que está hipotecado a um grande banco como garantia de empréstimos da própria OAS”, diz ainda. Mesmo diante desse cenário, de forma inédita, o recurso da defesa avançou para julgamento rapidamente (cinco meses após a sentença), com claro objetivo político de acelerar a tramitação do processo para retirar Lula da disputa eleitoral de 2018 e interferir nas eleições. O próprio juiz revisor do recurso – desembargador Leandro Paulsen – concluiu seu voto em apenas seis dias, após “analisar” mais de 250 mil páginas que integram os autos, o que é humanamente impossível dentro desse prazo. Isso só demonstra que o seu voto já estava pronto, e que já estava com a sua decisão formada, afirma o documento. “Nesse cenário, precisamos nos mobilizar contra esse julgamento de exceção, caracterizado como um verdadeiro ataque à democracia e que fere o direito de todo cidadão e cidadã ao justo e isento processo judicial, ao direito de defesa e ao juízo natural, isento e imparcial”, diz a Contag. “Portanto, o julgamento do Lula é uma continuidade do golpe, com claro ataque à democracia, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma, com a criminalização dos movimentos sociais e com os desmontes comandados por este governo ilegítimo”, conclui.



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