Seminário discute pautas do movimento LGBT

Foram registradas as presenças de várias lideranças dos movimentos sindicais, sociais, populares e estudantis.

Escrito por: Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindmetal-PE com informações adicionais da Assessoria de Imprensa da CUT-PE. • Publicado em: 05/06/2018 - 10:57 • Última modificação: 05/06/2018 - 14:26 Escrito por: Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindmetal-PE com informações adicionais da Assessoria de Imprensa da CUT-PE. Publicado em: 05/06/2018 - 10:57 Última modificação: 05/06/2018 - 14:26

Manu Aquino

A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) realizou nesta segunda-feira (04) o seu I Seminário LGBT, com a articipação de diversos sindicatos filiados, movimentos populares e partidos políticos. O Seminário teve como objetivo construir propostas que estarão na Plataforma da Classe Trabalhadora da CUT e também um espaço importante para consolidação do tema no movimento sindical cutista. O evento aconteceu no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), no bairro de Santo Amaro/Recife. Foram registradas as presenças de várias lideranças dos movimentos sindicais, sociais, populares  e estudantil.

Houve palestras de Vasti Silva (Fórum LGBT-PE), Ítalo Lopes (secretário LGBT-PT/PE e Irís Silva (Grupo Amor), além das participações do presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), Carlos Veras, do presidente do Sindmetal-PE, Henrique Gomes, da diretora do Coletivo de LGBT do Sindmetal,Jéssica Fernanda e do secretário de Políticas Sociais da CUT- PE, Expedito Solaney.

Na avaliação de Carlos Veras, é importante resgatar que, há cerca de 15 anos, ou seja, até antes dos governos petistas, reservava-se aos gays, as travestis e as mulheres trans a prostituição e na melhor das hipóteses os salões de beleza.

Pior ainda era para os homens trans e mulheres cuja identidade de gênero era masculina cujas vidas eram condenadas à invisibilidade do âmbito doméstico onde realizavam todo trabalho reprodutivo e de cuidado com os dependentes idosos, crianças e pessoas com deficiência. “ Naquela época, para ter alguma chance no mercado de trabalho, era necessário àquelas pessoas LGBTs que escondessem rigorosamente sua orientação sexual e sua identidade de gênero e que assim seriam “presenteadas” com chancela da sociedade para o acesso ao trabalho formal”, enfatizou o sindicalista.

Veras  comentou que nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff essa população experimentou um processo de inclusão social nos campos da educação e da geração do trabalho e renda por meio de programas sociais, mais especificamente, do Brasil Sem Homofobia. “Com os investimentos sociais, as pessoas LGBTs passaram a elevar seu grau de escolarização e profissionalização e assim a ingressar no mercado de trabalho. Esse grupo também avançou nas conquistas de direitos sociais a exemplo da união estável e do uso do nome social, além de políticas públicas de saúde, assistência e proteção”, pontuou. 

Atualmente, o Brasil vive uma enorme crise socioeconômica com grandes impactos negativos para a classe trabalhadora.  O governo golpista de Michel Temer impôs a reforma trabalhista e a lei da terceirização que  vêm precarizando as relações de trabalho e gerando uma massa de desempregados de mais de 27 milhões de brasileiros e brasileiras. Mesmo os trabalhos intermitentes, terceirizados e temporários em suas condições de semiescravidão não foram capazes de atender à expectativa do governo ultraliberal de ampliar o número de postos de trabalho.

Segundo ele, ocorre que nesse contexto de desemprego e/ou de subempregos, as ditas minorias sociais estão ainda mais excluídas, com destaque para as trabalhadoras e trabalhadores LGBTs. Nesse ambiente de escassez da oferta de empregos, o mercado de trabalho promove uma seleção fascista de seus empregados, excluindo escancaradamente a massa LGBT.

De acordo com estudo de 2015 da Empresa Elancers, duas a cada dez  empresas se recusam a contratar pessoas LGBT’s.  A consequência é apontada por um estudo do ano de 2016 da Center for Talent que comprova que no Brasil 61% dos LGBT’s escondem sua sexualidade no emprego, revelando mais uma face da violência institucional contra esse segmento. “É necessário que lutemos para garantir o cumprimento da Constituição, a defesa da democracia com eleições livres e diretas e que seja assegurado ao presidente Lula o direito de se candidatar”, assinalou Veras.

 

Esse ambiente hostil situa a trabalhadora e o trabalhador LGBT numa posição altamente vulnerável. Ao dificultar para um grupo específico o acesso ao mercado de trabalho, a tendência deste grupo é aceitar com maior facilidade as condições insalubres e degradantes de trabalho, ou partir para a informalidade. O que para o sistema é ótimo, pois o capitalismo precisa do subemprego, e a lgbtfobia institucionalizada cumpre a função de geradora dessa mão de obra precária e barata. 

Na opinião de Henrique Gomes, o atual momento que o país vive pede uma reflexão especial sobre as políticas de gênero e de orientação sexual. “É importante termos tolerância e olharmos de fato para as necessidades do outro. Aí questionamos: Qual o nosso projeto político de fato? É só olharmos para o nosso próprio umbigo? A nossa casa está sempre a disposição desse debate para construirmos melhores políticas para este público que é muito ainda discriminado”, ressaltou.

Conforme a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das pessoas trans no Brasil recorrem à prostituição, e não, não é sempre por opção, mas exatamente por conta da exclusão do mercado de trabalho. 

*Fonte: Assessoria de Imprensa da CUT-PE com informações adicionais da Assessoria de Imprensa do Sindmetal-PE.

*Fotos exclusivas de Manu Aquino

Título: Seminário discute pautas do movimento LGBT, Conteúdo: A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) realizou nesta segunda-feira (04) o seu I Seminário LGBT, com a articipação de diversos sindicatos filiados, movimentos populares e partidos políticos. O Seminário teve como objetivo construir propostas que estarão na Plataforma da Classe Trabalhadora da CUT e também um espaço importante para consolidação do tema no movimento sindical cutista. O evento aconteceu no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), no bairro de Santo Amaro/Recife. Foram registradas as presenças de várias lideranças dos movimentos sindicais, sociais, populares  e estudantil. Houve palestras de Vasti Silva (Fórum LGBT-PE), Ítalo Lopes (secretário LGBT-PT/PE e Irís Silva (Grupo Amor), além das participações do presidente da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), Carlos Veras, do presidente do Sindmetal-PE, Henrique Gomes, da diretora do Coletivo de LGBT do Sindmetal,Jéssica Fernanda e do secretário de Políticas Sociais da CUT- PE, Expedito Solaney. Na avaliação de Carlos Veras, é importante resgatar que, há cerca de 15 anos, ou seja, até antes dos governos petistas, reservava-se aos gays, as travestis e as mulheres trans a prostituição e na melhor das hipóteses os salões de beleza. Pior ainda era para os homens trans e mulheres cuja identidade de gênero era masculina cujas vidas eram condenadas à invisibilidade do âmbito doméstico onde realizavam todo trabalho reprodutivo e de cuidado com os dependentes idosos, crianças e pessoas com deficiência. “ Naquela época, para ter alguma chance no mercado de trabalho, era necessário àquelas pessoas LGBTs que escondessem rigorosamente sua orientação sexual e sua identidade de gênero e que assim seriam “presenteadas” com chancela da sociedade para o acesso ao trabalho formal”, enfatizou o sindicalista. Veras  comentou que nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff essa população experimentou um processo de inclusão social nos campos da educação e da geração do trabalho e renda por meio de programas sociais, mais especificamente, do Brasil Sem Homofobia. “Com os investimentos sociais, as pessoas LGBTs passaram a elevar seu grau de escolarização e profissionalização e assim a ingressar no mercado de trabalho. Esse grupo também avançou nas conquistas de direitos sociais a exemplo da união estável e do uso do nome social, além de políticas públicas de saúde, assistência e proteção”, pontuou.  Atualmente, o Brasil vive uma enorme crise socioeconômica com grandes impactos negativos para a classe trabalhadora.  O governo golpista de Michel Temer impôs a reforma trabalhista e a lei da terceirização que  vêm precarizando as relações de trabalho e gerando uma massa de desempregados de mais de 27 milhões de brasileiros e brasileiras. Mesmo os trabalhos intermitentes, terceirizados e temporários em suas condições de semiescravidão não foram capazes de atender à expectativa do governo ultraliberal de ampliar o número de postos de trabalho. Segundo ele, ocorre que nesse contexto de desemprego e/ou de subempregos, as ditas minorias sociais estão ainda mais excluídas, com destaque para as trabalhadoras e trabalhadores LGBTs. Nesse ambiente de escassez da oferta de empregos, o mercado de trabalho promove uma seleção fascista de seus empregados, excluindo escancaradamente a massa LGBT. De acordo com estudo de 2015 da Empresa Elancers, duas a cada dez  empresas se recusam a contratar pessoas LGBT’s.  A consequência é apontada por um estudo do ano de 2016 da Center for Talent que comprova que no Brasil 61% dos LGBT’s escondem sua sexualidade no emprego, revelando mais uma face da violência institucional contra esse segmento. “É necessário que lutemos para garantir o cumprimento da Constituição, a defesa da democracia com eleições livres e diretas e que seja assegurado ao presidente Lula o direito de se candidatar”, assinalou Veras.   Esse ambiente hostil situa a trabalhadora e o trabalhador LGBT numa posição altamente vulnerável. Ao dificultar para um grupo específico o acesso ao mercado de trabalho, a tendência deste grupo é aceitar com maior facilidade as condições insalubres e degradantes de trabalho, ou partir para a informalidade. O que para o sistema é ótimo, pois o capitalismo precisa do subemprego, e a lgbtfobia institucionalizada cumpre a função de geradora dessa mão de obra precária e barata.  Na opinião de Henrique Gomes, o atual momento que o país vive pede uma reflexão especial sobre as políticas de gênero e de orientação sexual. “É importante termos tolerância e olharmos de fato para as necessidades do outro. Aí questionamos: Qual o nosso projeto político de fato? É só olharmos para o nosso próprio umbigo? A nossa casa está sempre a disposição desse debate para construirmos melhores políticas para este público que é muito ainda discriminado”, ressaltou. Conforme a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), 90% das pessoas trans no Brasil recorrem à prostituição, e não, não é sempre por opção, mas exatamente por conta da exclusão do mercado de trabalho.  *Fonte: Assessoria de Imprensa da CUT-PE com informações adicionais da Assessoria de Imprensa do Sindmetal-PE. *Fotos exclusivas de Manu Aquino



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