Protesto no Parque 13 de Maio contra reforma da Previdência e pela democracia

Houve manifestações em todas as capitais brasileiras e em outras grandes cidades

Escrito por: Ascom Sindsep-PE • Publicado em: 20/02/2018 - 10:49 Escrito por: Ascom Sindsep-PE Publicado em: 20/02/2018 - 10:49

Deputados que votarem a favor da reforma da Previdência serão derrotados nas urnas, nas eleições de outubro próximo. Esse foi o recado dado por milhares de trabalhadores que foram às ruas, nesta segunda-feira, 19 de fevereiro, no Dia Nacional de Mobilização. Houve manifestações em todas as capitais brasileiras e em outras grandes cidades contra a reforma da Previdência e em defesa da democracia. No Recife, a manifestação aconteceu no Parque 13 de Maio, centro da cidade. Trabalhadores do campo e da cidade, do setor público e da iniciativa privada, lotaram a praça para dizer que não aceitam a retirada de direitos trabalhistas.

“É necessário que essas mobilizações continuem até a derrota definitiva dessa proposta de anti-reforma da Previdência, que vem na linha de destruir uma das principais políticas públicas de Estado, que é o conceito de seguridade social, e transferir a vida das pessoas para a lei de mercado, beneficiando e atendendo os financiadores do golpe, que são os rentistas e os bancos” , destaca o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos Oliveira. “Com a reforma, as pessoas não vão se aposentar. Vão contribuir por toda uma vida e não vão ter direito a usufruir”, completa o secretário geral do sindicato, José Felipe Pereira.

O protesto contou com a participação de estudantes, da Frente Brasil Popular e do Povo sem Medo. Além disso, houve apresentações culturais e muitos gritos de Fora Temer! Do 13 de Maio, uma multidão saiu em passeata pelas ruas do centro, concluindo o ato em frente à sede do Ministério da Previdência, na avenida Dantas Barreto.


A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da reforma da Previdência – a PEC 287 - estava prevista para ser votada neste dia 19, na Câmara dos Deputados.Sem votos suficientes para aprová-la, o governo recuou e resolveu adiar. Além disso, houve o impedimento da votação diante da intervenção militar no Rio de Janeiro. Enquanto houver intervenção, legalmente a Constituição Federal não pode ser alterada. Mas o presidente ilegítimo já avisou que no momento que conseguir a quantidade necessária de votos, ele suspende a intervenção e coloca a reforma em pauta.

“Só está sendo adiada a votação da reforma da Previdência porque os trabalhadores estão nas ruas, porque os sindicatos e as frentes estão mobilizando, porque nós estamos denunciando as mentiras e os desmandos desse governo ilegítimo do Temer. Estamos pressionando nas bases eleitorais de cada deputado federal, por isso ele não tem maioria para aprovar a reforma da Previdência. Então, precisamos continuar mobilizados e nas ruas. Não dá para confiar, não dá para cochilar diante desse governo golpista. Todas as vezes que botarem a reforma para votar, a gente para o país”, sentenciou o presidente da CUT-PE, Carlos Veras.

ASSEMBLEIA INCRA
Antes do protesto no Parque 13 de Maio, pela manhã os diretores  do Sindsep lotados no Incra realizaram uma assembleia , em parceria com a Assincra, e debateram diversos aspectos ligados a proposta da reforma da Previdência. A assembleia contou com a presença do secretário geral do Sindsep, Felipe Pereira. Para os servidores, essa proposta tem como objetivo acabar com a previdência pública para que o trabalhador brasileiro tenha que pagar aos bancos, que financiaram o golpe, por previdências privadas.

Felipe explicou que a reforma não trará benefício para o trabalhador e  lembrou que o pior que pode acontecer não é o adiamento das aposentadorias por alguns anos, o que também é ruim, em seu ponto de vista. Para o sindicalista, o pior são as perdas financeiras.

“Hoje, existe a possibilidade de termos uma aposentadoria integral ao final da carreira, o que ajuda diante dos custos de vida alto devido à idade. Com a reforma, poucas pessoas conseguirão ter essa aposentadoria integral e não irão saber quanto receberão ao final de uma vida de trabalho”, destacou Felipe.

Título: Protesto no Parque 13 de Maio contra reforma da Previdência e pela democracia, Conteúdo: Deputados que votarem a favor da reforma da Previdência serão derrotados nas urnas, nas eleições de outubro próximo. Esse foi o recado dado por milhares de trabalhadores que foram às ruas, nesta segunda-feira, 19 de fevereiro, no Dia Nacional de Mobilização. Houve manifestações em todas as capitais brasileiras e em outras grandes cidades contra a reforma da Previdência e em defesa da democracia. No Recife, a manifestação aconteceu no Parque 13 de Maio, centro da cidade. Trabalhadores do campo e da cidade, do setor público e da iniciativa privada, lotaram a praça para dizer que não aceitam a retirada de direitos trabalhistas. “É necessário que essas mobilizações continuem até a derrota definitiva dessa proposta de anti-reforma da Previdência, que vem na linha de destruir uma das principais políticas públicas de Estado, que é o conceito de seguridade social, e transferir a vida das pessoas para a lei de mercado, beneficiando e atendendo os financiadores do golpe, que são os rentistas e os bancos” , destaca o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos Oliveira. “Com a reforma, as pessoas não vão se aposentar. Vão contribuir por toda uma vida e não vão ter direito a usufruir”, completa o secretário geral do sindicato, José Felipe Pereira. O protesto contou com a participação de estudantes, da Frente Brasil Popular e do Povo sem Medo. Além disso, houve apresentações culturais e muitos gritos de Fora Temer! Do 13 de Maio, uma multidão saiu em passeata pelas ruas do centro, concluindo o ato em frente à sede do Ministério da Previdência, na avenida Dantas Barreto. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da reforma da Previdência – a PEC 287 - estava prevista para ser votada neste dia 19, na Câmara dos Deputados.Sem votos suficientes para aprová-la, o governo recuou e resolveu adiar. Além disso, houve o impedimento da votação diante da intervenção militar no Rio de Janeiro. Enquanto houver intervenção, legalmente a Constituição Federal não pode ser alterada. Mas o presidente ilegítimo já avisou que no momento que conseguir a quantidade necessária de votos, ele suspende a intervenção e coloca a reforma em pauta. “Só está sendo adiada a votação da reforma da Previdência porque os trabalhadores estão nas ruas, porque os sindicatos e as frentes estão mobilizando, porque nós estamos denunciando as mentiras e os desmandos desse governo ilegítimo do Temer. Estamos pressionando nas bases eleitorais de cada deputado federal, por isso ele não tem maioria para aprovar a reforma da Previdência. Então, precisamos continuar mobilizados e nas ruas. Não dá para confiar, não dá para cochilar diante desse governo golpista. Todas as vezes que botarem a reforma para votar, a gente para o país”, sentenciou o presidente da CUT-PE, Carlos Veras. ASSEMBLEIA INCRA Antes do protesto no Parque 13 de Maio, pela manhã os diretores  do Sindsep lotados no Incra realizaram uma assembleia , em parceria com a Assincra, e debateram diversos aspectos ligados a proposta da reforma da Previdência. A assembleia contou com a presença do secretário geral do Sindsep, Felipe Pereira. Para os servidores, essa proposta tem como objetivo acabar com a previdência pública para que o trabalhador brasileiro tenha que pagar aos bancos, que financiaram o golpe, por previdências privadas. Felipe explicou que a reforma não trará benefício para o trabalhador e  lembrou que o pior que pode acontecer não é o adiamento das aposentadorias por alguns anos, o que também é ruim, em seu ponto de vista. Para o sindicalista, o pior são as perdas financeiras. “Hoje, existe a possibilidade de termos uma aposentadoria integral ao final da carreira, o que ajuda diante dos custos de vida alto devido à idade. Com a reforma, poucas pessoas conseguirão ter essa aposentadoria integral e não irão saber quanto receberão ao final de uma vida de trabalho”, destacou Felipe.



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