Sindipetro PE PB na luta contra desmonte de refino no País

"A situação pela qual passa o refino no Brasil, é fruto da nova política de preços dos derivados de petróleo do governo Temer"

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE • Publicado em: 23/02/2018 - 11:29 • Última modificação: 23/02/2018 - 11:58 Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE Publicado em: 23/02/2018 - 11:29 Última modificação: 23/02/2018 - 11:58

Sindipetro PE/PB

O desmonte que está sendo praticado no refino no país, com grande repercussão na mídia e a pressão dos trabalhadores, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) , na Bahia, voltou atrás e resolveu suspender a parada da U-32, principal unidade de destilação da refinaria. O anúncio oficial foi dado na última terça-feira, 20/02, pela gerência da empresa.

Antes, como forma de pressão, os trabalhadores participaram de uma assembleia, na porta da RLAM, articulada pelo Sindipetro Bahia, que contou com a presença do coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, de diretores da FUP, do presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, do coordenador geral do Sindipetro PE/PB, Rogério Soares de Almeida, além de representantes do Sittican, Sinditicc, Consulta Popular, Levante Popular da Juventude, SENGE e MAB.

Após a assembleia, trabalhadores e dirigentes sindicais entraram na RLAM e seguiram em caminhada até o Centro de Treinamento da empresa, para cobrar uma posição da gerência em relação o assunto. Uma comissão escolhida pelos trabalhadores se reuniu com a gerência, que oficialmente deu a informação sobre a suspensão da parada da U-32.

Na opinião de Rogério Soares de Almeida, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE PB), a situação pela qual passa o refino no Brasil, é fruto da nova política de preços dos derivados de petróleo do governo Temer, que privilegia a importação em detrimento da produção nacional, através da Petrobrás. Ele afirma que outras consequências dessa política, que tem impacto direto na inflação e no custo de vida dos brasileiros, são as altas nos preços dos fretes rodoviários, dos alimentos, das roupas e calçados, pois todos fazem parte da cadeia produtiva que depende dos derivados de petróleo, seja por causa do aumento nos preços dos transportes ou o uso dos combustíveis na produção dos produtos.

O Sindipetro PE PB mantém estado de alerta e mobilização permantes, em defesa da soberaria nacional do petróleo, com objetivo de salvaguardar os direitos e as conquistas da classe trabalhadora, além da autonomia da Refinaria Abreu e Lima, em Suape.

Vale salientar que em 2017, o Brasil foi o maior produtor de petróleo da América Latina, superando o México e a Venezuela. Mesmo assim, o preço da gasolina ao consumidor final bateu recordes de aumento.

Para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, “ a tentativa da Petrobrás de fechar a unidade de destilação da RLAM é fruto de uma política deliberada de privilegiar os importadores de derivados, o que traria para a sociedade um aumento significativo nos custos da gasolina e do óleo diesel”,ressaltou.

José Maria Rangel ainda destacou: “Da forma como está, isso significa que, se a OPEP resolver fechar as torneiras amanhã, os consumidores brasileiros é que vão pagar o preço e não saberão disso”, explica, relembrando diversos momentos da história em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) interferiu na economia mundial ao tentar controlar o valor do barril de petróleo.

Rangel recorda-se, por exemplo, que, entre outubro de 1973 e março de 1974, o preço do petróleo aumentou 400%, desestabilizando a economia por todo o mundo. “Essa política de Temer e Parente deixará o Brasil de novo completamente vulnerável a qualquer problema internacional”, lamenta.

 

Fonte: Sindipetro Bahia e CUT Nacional. Informações adicionais e edição da CUT-PE

Título: Sindipetro PE PB na luta contra desmonte de refino no País, Conteúdo: O desmonte que está sendo praticado no refino no país, com grande repercussão na mídia e a pressão dos trabalhadores, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) , na Bahia, voltou atrás e resolveu suspender a parada da U-32, principal unidade de destilação da refinaria. O anúncio oficial foi dado na última terça-feira, 20/02, pela gerência da empresa. Antes, como forma de pressão, os trabalhadores participaram de uma assembleia, na porta da RLAM, articulada pelo Sindipetro Bahia, que contou com a presença do coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, de diretores da FUP, do presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, do coordenador geral do Sindipetro PE/PB, Rogério Soares de Almeida, além de representantes do Sittican, Sinditicc, Consulta Popular, Levante Popular da Juventude, SENGE e MAB. Após a assembleia, trabalhadores e dirigentes sindicais entraram na RLAM e seguiram em caminhada até o Centro de Treinamento da empresa, para cobrar uma posição da gerência em relação o assunto. Uma comissão escolhida pelos trabalhadores se reuniu com a gerência, que oficialmente deu a informação sobre a suspensão da parada da U-32. Na opinião de Rogério Soares de Almeida, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba (Sindipetro PE PB), a situação pela qual passa o refino no Brasil, é fruto da nova política de preços dos derivados de petróleo do governo Temer, que privilegia a importação em detrimento da produção nacional, através da Petrobrás. Ele afirma que outras consequências dessa política, que tem impacto direto na inflação e no custo de vida dos brasileiros, são as altas nos preços dos fretes rodoviários, dos alimentos, das roupas e calçados, pois todos fazem parte da cadeia produtiva que depende dos derivados de petróleo, seja por causa do aumento nos preços dos transportes ou o uso dos combustíveis na produção dos produtos. O Sindipetro PE PB mantém estado de alerta e mobilização permantes, em defesa da soberaria nacional do petróleo, com objetivo de salvaguardar os direitos e as conquistas da classe trabalhadora, além da autonomia da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Vale salientar que em 2017, o Brasil foi o maior produtor de petróleo da América Latina, superando o México e a Venezuela. Mesmo assim, o preço da gasolina ao consumidor final bateu recordes de aumento. Para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, “ a tentativa da Petrobrás de fechar a unidade de destilação da RLAM é fruto de uma política deliberada de privilegiar os importadores de derivados, o que traria para a sociedade um aumento significativo nos custos da gasolina e do óleo diesel”,ressaltou. José Maria Rangel ainda destacou: “Da forma como está, isso significa que, se a OPEP resolver fechar as torneiras amanhã, os consumidores brasileiros é que vão pagar o preço e não saberão disso”, explica, relembrando diversos momentos da história em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) interferiu na economia mundial ao tentar controlar o valor do barril de petróleo. Rangel recorda-se, por exemplo, que, entre outubro de 1973 e março de 1974, o preço do petróleo aumentou 400%, desestabilizando a economia por todo o mundo. “Essa política de Temer e Parente deixará o Brasil de novo completamente vulnerável a qualquer problema internacional”, lamenta.   Fonte: Sindipetro Bahia e CUT Nacional. Informações adicionais e edição da CUT-PE



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