Mulheres protestam contra violência e falta de respeito

No Recife, mulheres vão às ruas pelo fim da violência e pela garantia de direitos.

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE • Publicado em: 09/03/2018 - 08:19 • Última modificação: 09/03/2018 - 08:29 Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE Publicado em: 09/03/2018 - 08:19 Última modificação: 09/03/2018 - 08:29

Paula Brasileiro/LeiaJáImagens

Neste dia 8 de março (quinta-feira) as mulheres de várias regiões do Estado ocuparam praças e ruas pelo fim da violência e pela garantia de direitos. O ato politico na capital pernambucana foi acentuado com música, dança, roda de diálogo, oficinas e protesto. Assim foi o Dia Internacional da Mulher, um dia que abriu a agenda de grandes mobilizações no país. No Recife, a programação começou no Parque 13 de Maio, com apresentações culturais e debates políticos. No final da tarde, centenas de mulheres seguiram em passeata pelas ruas centrais, passando ainda pela Avenida Conde da Boa Vista até a praça do Derby. A atividade foi coordenada por mais de 30 coletivos de mulheres de todo o Estado, que reúnem setores dos movimentos sociais e sindical.

Mesmo com o céu nublado entre a Faculdade de Direito e a rua do Hospício, as centenas de mulheres usavam bandeiras, faixas e banners, representando as diversas lutas que travam no seu dia a dia, A pauta incluiu eixos contra o Racismo; Pelo Fim da Violência contra as Mulheres; contra as Reformas da Previdência e Trabalhista; Pelo direito a creches; contra o fundamentalismo;contra o encarceramento das Mulheres e por uma nova política de drogas; pela descriminalização do aborto; pelo direito à agua, terra e moradia; mulheres, organização e participação política, contra a LBTfobia.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PE, Liana Araújo, o dia 8 de março é marcado por um processo internacional, nacional e local, que mobiliza e articula mulheres de todas as idades, de todas as raças, de todas as identidades de gênero, de diferentes setores da sociedade, em torno de objetivos comuns, dos quais se destacam: lutar contra a violência e garantir os direitos das mulheres.

Segundo ela, o governo golpista de Michel Temer está conduzindo um conjunto de políticas que tem aumentado o desemprego e precarizado ainda mais as vidas de toda a população, atingindo especialmente as mulheres. "Estamos nas ruas porque não aceitamos mais tanta violência contra nós. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) apontam que no ano de 2017 2.134 mulheres foram vítimas de estupro em Pernambuco e mais de 300 foram assassinadas. Os casos de violência doméstica e familiar chegaram a 33.188. É um absurdo", afirmou.

Liana Araújo acrescentou também que as mulheres querem uma sociedade livre do racismo, do machismo e do capitalismo. No quadro geral das desigualdades, as mulheres negras ocupam sempre as piores posições, em desvantagem em relação aos homens brancos, às mulheres brancas e aos homens negros. "O racismo é institucionalizado em todos os campos das políticas públicas e isso se reflete em todas as dimensões da vida das mulheres negras. Estamos nas ruas, erguendo a nossa voz em mais um 8 de março, porque queremos mais que resistir! Queremos existir plenamente!", frisou a sindicalista.

Título: Mulheres protestam contra violência e falta de respeito, Conteúdo: Neste dia 8 de março (quinta-feira) as mulheres de várias regiões do Estado ocuparam praças e ruas pelo fim da violência e pela garantia de direitos. O ato politico na capital pernambucana foi acentuado com música, dança, roda de diálogo, oficinas e protesto. Assim foi o Dia Internacional da Mulher, um dia que abriu a agenda de grandes mobilizações no país. No Recife, a programação começou no Parque 13 de Maio, com apresentações culturais e debates políticos. No final da tarde, centenas de mulheres seguiram em passeata pelas ruas centrais, passando ainda pela Avenida Conde da Boa Vista até a praça do Derby. A atividade foi coordenada por mais de 30 coletivos de mulheres de todo o Estado, que reúnem setores dos movimentos sociais e sindical. Mesmo com o céu nublado entre a Faculdade de Direito e a rua do Hospício, as centenas de mulheres usavam bandeiras, faixas e banners, representando as diversas lutas que travam no seu dia a dia, A pauta incluiu eixos contra o Racismo; Pelo Fim da Violência contra as Mulheres; contra as Reformas da Previdência e Trabalhista; Pelo direito a creches; contra o fundamentalismo;contra o encarceramento das Mulheres e por uma nova política de drogas; pela descriminalização do aborto; pelo direito à agua, terra e moradia; mulheres, organização e participação política, contra a LBTfobia. Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-PE, Liana Araújo, o dia 8 de março é marcado por um processo internacional, nacional e local, que mobiliza e articula mulheres de todas as idades, de todas as raças, de todas as identidades de gênero, de diferentes setores da sociedade, em torno de objetivos comuns, dos quais se destacam: lutar contra a violência e garantir os direitos das mulheres. Segundo ela, o governo golpista de Michel Temer está conduzindo um conjunto de políticas que tem aumentado o desemprego e precarizado ainda mais as vidas de toda a população, atingindo especialmente as mulheres. Estamos nas ruas porque não aceitamos mais tanta violência contra nós. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) apontam que no ano de 2017 2.134 mulheres foram vítimas de estupro em Pernambuco e mais de 300 foram assassinadas. Os casos de violência doméstica e familiar chegaram a 33.188. É um absurdo, afirmou. Liana Araújo acrescentou também que as mulheres querem uma sociedade livre do racismo, do machismo e do capitalismo. No quadro geral das desigualdades, as mulheres negras ocupam sempre as piores posições, em desvantagem em relação aos homens brancos, às mulheres brancas e aos homens negros. O racismo é institucionalizado em todos os campos das políticas públicas e isso se reflete em todas as dimensões da vida das mulheres negras. Estamos nas ruas, erguendo a nossa voz em mais um 8 de março, porque queremos mais que resistir! Queremos existir plenamente!, frisou a sindicalista.



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