Lula dispara contra Globo e pede mais mobilização para evitar reformas de Temer

"Quem quiser ter um programa para governar este país terá de encarar a regulamentação dos meios de comunicação",

Escrito por: Redação RBA • Publicado em: 20/11/2017 - 12:31 • Última modificação: 20/11/2017 - 12:36 Escrito por: Redação RBA Publicado em: 20/11/2017 - 12:31 Última modificação: 20/11/2017 - 12:36

RICARDO STUCKERT

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (19) o monopólio dos meios de comunicação no país, e voltou a defender sua regulamentação como proposta para o programa de governo a ser apresentado para as eleições presidenciais do ano que vem. “Quem quiser ter um programa para querer governar este país daqui para a frente terá de encarar a regulamentação dos meios de comunicação. Certamente, a família Marinho deve pensar que eu estou defendendo a censura, mas eu não quero censura, quem tem que fazer censura é o leitor, o espectador, o ouvinte, eu não quero os meios de comunicação como a televisão cubana, eu quero como a tv alemã, a francesa, eu quero que tenha liberdade, que tenha direito de resposta, que a oposição possa se manifestar, as universidades, os estudantes, os sindicatos possam se manifestar. Não é essas famílias mandarem na comunicação do país inteiro”, afirmou, ao participar do Congresso do PCdoB em Brasília.

A declaração de Lula ganha importância porque neste momento a emissora da família Marinho está no alvo de um furacão político. A Globo foi citada em julgamento do escândalo de corrupção da Fifa em Nova York, entre seis empresas de comunicação que pagam propina pelos direitos de transmissão dos jogos. A emissora foi citada em depoimento de Alejandro Buzarco, que era executivo da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias AS.

Em discurso de 40 minutos, o ex-presidente Lula manifestou apoio à pré-candidatura de Manuela D’Ávila ao Planalto pelo PCdoB, criticou o governo Temer e alertou sobre a necessidade de mais mobilização para enfrentar a agenda neoliberal do governo Temer, cujas reformas têm atacados direitos dos trabalhadores e segmentos menos favorecidos da população. “Nós éramos contra o impeachment e ele aconteceu. Nós éramos contra a reforma trabalhista e ela aconteceu. Nós somos contra a reforma previdenciária e se nós não tomarmos cuidado ela vai acontecer”, afirmou.

Lula disse que o governo Temer se fundamenta em argumentos falsos para construir o discurso em defesa dessas reformas, que na verdade são retrocessos. Ele rebateu o argumento de que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) estaria ultrapassada, porque foi aprovada no período do governo de Getúlio Vargas. “85% da CLT já tinha sido mudada pela luta dos trabalhadores, e eles sempre disseram que era preciso desmontar a CLT”.

O pré-sal e a entrega de suas riquezas para as multinacionais, como vem ocorrendo no governo Temer, também foi alvo de Lula. “A Petrobras não é uma indústria de petróleo, mas de alavancagem do desenvolvimento do país. O passaporte do futuro acabou, agora vai ser o passaporte do pesadelo”, disse ainda, para despois atacar diretamente o governo Temer. “Eles não são políticos, eles são usurpadores, eles não tem compromisso com os brasileiros, têm compromisso com o mercado, querem destruir os bancos, é o desmonte da cidadania e para o país ficar dependente.

Título: Lula dispara contra Globo e pede mais mobilização para evitar reformas de Temer, Conteúdo: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (19) o monopólio dos meios de comunicação no país, e voltou a defender sua regulamentação como proposta para o programa de governo a ser apresentado para as eleições presidenciais do ano que vem. “Quem quiser ter um programa para querer governar este país daqui para a frente terá de encarar a regulamentação dos meios de comunicação. Certamente, a família Marinho deve pensar que eu estou defendendo a censura, mas eu não quero censura, quem tem que fazer censura é o leitor, o espectador, o ouvinte, eu não quero os meios de comunicação como a televisão cubana, eu quero como a tv alemã, a francesa, eu quero que tenha liberdade, que tenha direito de resposta, que a oposição possa se manifestar, as universidades, os estudantes, os sindicatos possam se manifestar. Não é essas famílias mandarem na comunicação do país inteiro”, afirmou, ao participar do Congresso do PCdoB em Brasília. A declaração de Lula ganha importância porque neste momento a emissora da família Marinho está no alvo de um furacão político. A Globo foi citada em julgamento do escândalo de corrupção da Fifa em Nova York, entre seis empresas de comunicação que pagam propina pelos direitos de transmissão dos jogos. A emissora foi citada em depoimento de Alejandro Buzarco, que era executivo da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias AS. Em discurso de 40 minutos, o ex-presidente Lula manifestou apoio à pré-candidatura de Manuela D’Ávila ao Planalto pelo PCdoB, criticou o governo Temer e alertou sobre a necessidade de mais mobilização para enfrentar a agenda neoliberal do governo Temer, cujas reformas têm atacados direitos dos trabalhadores e segmentos menos favorecidos da população. “Nós éramos contra o impeachment e ele aconteceu. Nós éramos contra a reforma trabalhista e ela aconteceu. Nós somos contra a reforma previdenciária e se nós não tomarmos cuidado ela vai acontecer”, afirmou. Lula disse que o governo Temer se fundamenta em argumentos falsos para construir o discurso em defesa dessas reformas, que na verdade são retrocessos. Ele rebateu o argumento de que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) estaria ultrapassada, porque foi aprovada no período do governo de Getúlio Vargas. “85% da CLT já tinha sido mudada pela luta dos trabalhadores, e eles sempre disseram que era preciso desmontar a CLT”. O pré-sal e a entrega de suas riquezas para as multinacionais, como vem ocorrendo no governo Temer, também foi alvo de Lula. “A Petrobras não é uma indústria de petróleo, mas de alavancagem do desenvolvimento do país. O passaporte do futuro acabou, agora vai ser o passaporte do pesadelo”, disse ainda, para despois atacar diretamente o governo Temer. “Eles não são políticos, eles são usurpadores, eles não tem compromisso com os brasileiros, têm compromisso com o mercado, querem destruir os bancos, é o desmonte da cidadania e para o país ficar dependente.



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