Empregados da Ebserh rejeitam proposta da empresa e permanecem em greve

Até o momento, dos 14 estados que aderiram à paralisação, cinco já fizeram nova assembleia

Escrito por: Ascom Sindsep-PE • Publicado em: 07/06/2018 - 11:22 • Última modificação: 07/06/2018 - 11:28 Escrito por: Ascom Sindsep-PE Publicado em: 07/06/2018 - 11:22 Última modificação: 07/06/2018 - 11:28

Os empregados da Ebserh Recife rejeitaram a proposta da empresa pública e decidiram manter a greve nacional por tempo indeterminado iniciada nessa terça (05). A categoria tem até o próximo dia 8 para decidir se permanece paralisada ou fecha acordo com o governo. Até o momento, dos 14 estados que aderiram à paralisação, cinco já fizeram nova assembleia. Desses, quatro decidiram manter o movimento paredista e apenas um estado recuou.

Na proposta apresentada na noite dessa segunda-feira (04), a Ebserh oferece 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), 4,69%, nas negociações de 2017, com garantia do julgamento do dissídio coletivo no dia 11 deste mês; 80% do INPC (1,45%) nas negociações de 2018; a volta do abono de dois dias; e a manutenção do intervalo de 30 minutos.

No entanto, o empregado precisaria abrir mão de 30% do retroativo das negociações de 2017, recebendo apenas 70% de forma parcelada, com o primeiro pagamento no ato da assinatura do dissídio, e a segunda parte em março de 2019. O retroativo de 2018, que são apenas quatro meses, seriam pagos este ano, no fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

“O ministro (Ives Gandra do TST) reiterou que caso a greve seja mantida não haverá julgamento do dissídio no dia 11 deste mês, e julgará o dissídio de greve ajuizado pela empresa, podendo não garantir o índice apresentado pelo Ministério Público do Trabalho (100% do IPNC) e o retroativo, justificando que o país vem atravessando dificuldades econômicas”, conta o secretário geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo, em comunicado enviado aos estados.

“Essa proposta precisa ser analisada com cautela, pois foi feita sob ameaça e coação”, alega a diretora do Sindsep-PE e empregada da Ebserh Recife, Gislaine Fernandes.

Durante a assembleia realizada na manhã dessa terça, os empregados da Ebserh Recife fizeram algumas ponderações. “Se perdermos o retroativo dessa vez será toda vez”, advertiu Jonh Everton. Randson Soares também se mostrou favorável à greve. “Vamos tomar o exemplo dos caminhoneiros”, disse ele.

Já Geison Ramilson da Silva, embora não acredite que a proposta feita pela empresa seja a ideal, acredita que seria mais sensato suspender a greve até o dia 11 para ver o resultado do julgamento do dissídio.

Antes de colocar em votação a permanência ou não da greve na Ebserh Recife, o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira, fez questão de frisar que a greve, antes mesmo de começar, já foi vitoriosa. “Conseguimos arrancar uma nova proposta do governo”, frisou.

Como parte do processo de mobilização, os empregados da Ebserh permanecem em greve até nova decisão. Acompanhe novas informações sobre a paralisação no site do sindicato e nas redes sociais.

Título: Empregados da Ebserh rejeitam proposta da empresa e permanecem em greve, Conteúdo: Os empregados da Ebserh Recife rejeitaram a proposta da empresa pública e decidiram manter a greve nacional por tempo indeterminado iniciada nessa terça (05). A categoria tem até o próximo dia 8 para decidir se permanece paralisada ou fecha acordo com o governo. Até o momento, dos 14 estados que aderiram à paralisação, cinco já fizeram nova assembleia. Desses, quatro decidiram manter o movimento paredista e apenas um estado recuou. Na proposta apresentada na noite dessa segunda-feira (04), a Ebserh oferece 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), 4,69%, nas negociações de 2017, com garantia do julgamento do dissídio coletivo no dia 11 deste mês; 80% do INPC (1,45%) nas negociações de 2018; a volta do abono de dois dias; e a manutenção do intervalo de 30 minutos. No entanto, o empregado precisaria abrir mão de 30% do retroativo das negociações de 2017, recebendo apenas 70% de forma parcelada, com o primeiro pagamento no ato da assinatura do dissídio, e a segunda parte em março de 2019. O retroativo de 2018, que são apenas quatro meses, seriam pagos este ano, no fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). “O ministro (Ives Gandra do TST) reiterou que caso a greve seja mantida não haverá julgamento do dissídio no dia 11 deste mês, e julgará o dissídio de greve ajuizado pela empresa, podendo não garantir o índice apresentado pelo Ministério Público do Trabalho (100% do IPNC) e o retroativo, justificando que o país vem atravessando dificuldades econômicas”, conta o secretário geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo, em comunicado enviado aos estados. “Essa proposta precisa ser analisada com cautela, pois foi feita sob ameaça e coação”, alega a diretora do Sindsep-PE e empregada da Ebserh Recife, Gislaine Fernandes. Durante a assembleia realizada na manhã dessa terça, os empregados da Ebserh Recife fizeram algumas ponderações. “Se perdermos o retroativo dessa vez será toda vez”, advertiu Jonh Everton. Randson Soares também se mostrou favorável à greve. “Vamos tomar o exemplo dos caminhoneiros”, disse ele. Já Geison Ramilson da Silva, embora não acredite que a proposta feita pela empresa seja a ideal, acredita que seria mais sensato suspender a greve até o dia 11 para ver o resultado do julgamento do dissídio. Antes de colocar em votação a permanência ou não da greve na Ebserh Recife, o coordenador geral do Sindsep-PE, José Carlos de Oliveira, fez questão de frisar que a greve, antes mesmo de começar, já foi vitoriosa. “Conseguimos arrancar uma nova proposta do governo”, frisou. Como parte do processo de mobilização, os empregados da Ebserh permanecem em greve até nova decisão. Acompanhe novas informações sobre a paralisação no site do sindicato e nas redes sociais.



Informativo CUT PE

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.