Em defesa da Constituição e democracia, movimentos abrem mobilizações em Curitiba

Conferência sobre desafios da classe antecedem depoimento do ex-presidente Lula a Moro

Escrito por: Igor Carvalho, de Curitiba • Publicado em: 10/05/2017 - 10:50 • Última modificação: 10/05/2017 - 10:56 Escrito por: Igor Carvalho, de Curitiba Publicado em: 10/05/2017 - 10:50 Última modificação: 10/05/2017 - 10:56

Roberto Parizotti

Uma conferência em defesa da Constituição e da Democracia que discutirá os desafios da classe trabalhadora em tempos de golpe deu início nesta terça-feira (9) à mobilização que organizações dos movimentos sindical e sociais promovem à espera do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O encontro aconteceu no Acampamento da Democracia, na Vila Capanema, em Curitiba (PR), cidade onde o juiz da 13ª Vara Federal, Sérgio Moro, julgará Lula. O ex-presidente é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio da reserva de um triplex no Guarujá (SP).

Na abertura do encontro, a presidenta da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, apontou que o Brasil vive uma séria crise democrática e falou sobre a forma como o Congresso Nacional se prepara para votar os destaques da Reforma da Previdência.

“Enquanto estamos aqui, Brasília está cercada, pois o Congresso Nacional não quer que o povo apareça lá para reivindicar seus direitos. O Estado de exceção se configura aí, quando o povo está impedido de se manifestar. Se querem investigar corrupção, o FHC (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso) tinha que estar aqui sendo ouvido pela Justiça”, falou.

Líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto), João Pedro Stédile, também tratou da corrupção, mas aquela que não ao Judiciário.

"Nós somos contra a corrupção, lógico que somos. Sabe, corrupção é aquilo que o Bradesco e o Itaú fazem todos os dias, é o que a Operação Zelotes revelou e ninguém investigou. Corrupção é o José Serra receber 22 milhões fora do país em uma conta oculta", denunciou.

Para Stédile, Moro, que proibiu a transmissão do julgamento, não tem boas relações com a democracia. “Esse juiz não é afeito à democracia. Amanhã ocorrerá uma audiência pública e nós temos o direito de acompanhar ao vivo o que está acontecendo. Nós queremos acompanhar no telão o depoimento do presidente Lula."

Representante dos Advogados pela Democracia, Marcelo Lavenere, apontou que o processo que envolve Lula carece, inclusive, de provas.

“As pedras do caminhos sabem que o Lula é perseguido pelo juiz Sérgio Moro. Não se trata de um processo ou de uma investigação sérios, é uma pendência pessoal do Moro com o Lula. Pior é que mesmo depois de anos de perseguição, Moro não consegue provar absolutamente nada do que aponta."

A conferência segue nesta quarta-feira (10) dia em que o julgamento deve efetivamente acontecer. Neste momento, as pessoas que acompanhavam os debates seguem em marcha até a Catedral Basílica de Curitiba onde, às 19h, acontecerá um ato inter-religioso.

Título: Em defesa da Constituição e democracia, movimentos abrem mobilizações em Curitiba, Conteúdo: Uma conferência em defesa da Constituição e da Democracia que discutirá os desafios da classe trabalhadora em tempos de golpe deu início nesta terça-feira (9) à mobilização que organizações dos movimentos sindical e sociais promovem à espera do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro aconteceu no Acampamento da Democracia, na Vila Capanema, em Curitiba (PR), cidade onde o juiz da 13ª Vara Federal, Sérgio Moro, julgará Lula. O ex-presidente é acusado de receber propina da empreiteira OAS por meio da reserva de um triplex no Guarujá (SP). Na abertura do encontro, a presidenta da CUT-MG, Beatriz Cerqueira, apontou que o Brasil vive uma séria crise democrática e falou sobre a forma como o Congresso Nacional se prepara para votar os destaques da Reforma da Previdência. “Enquanto estamos aqui, Brasília está cercada, pois o Congresso Nacional não quer que o povo apareça lá para reivindicar seus direitos. O Estado de exceção se configura aí, quando o povo está impedido de se manifestar. Se querem investigar corrupção, o FHC (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso) tinha que estar aqui sendo ouvido pela Justiça”, falou. Líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto), João Pedro Stédile, também tratou da corrupção, mas aquela que não ao Judiciário. Nós somos contra a corrupção, lógico que somos. Sabe, corrupção é aquilo que o Bradesco e o Itaú fazem todos os dias, é o que a Operação Zelotes revelou e ninguém investigou. Corrupção é o José Serra receber 22 milhões fora do país em uma conta oculta, denunciou. Para Stédile, Moro, que proibiu a transmissão do julgamento, não tem boas relações com a democracia. “Esse juiz não é afeito à democracia. Amanhã ocorrerá uma audiência pública e nós temos o direito de acompanhar ao vivo o que está acontecendo. Nós queremos acompanhar no telão o depoimento do presidente Lula. Representante dos Advogados pela Democracia, Marcelo Lavenere, apontou que o processo que envolve Lula carece, inclusive, de provas. “As pedras do caminhos sabem que o Lula é perseguido pelo juiz Sérgio Moro. Não se trata de um processo ou de uma investigação sérios, é uma pendência pessoal do Moro com o Lula. Pior é que mesmo depois de anos de perseguição, Moro não consegue provar absolutamente nada do que aponta. A conferência segue nesta quarta-feira (10) dia em que o julgamento deve efetivamente acontecer. Neste momento, as pessoas que acompanhavam os debates seguem em marcha até a Catedral Basílica de Curitiba onde, às 19h, acontecerá um ato inter-religioso.



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