Delegados de base se reúnem para definir novas ações para a categoria

Encontro discutiu questões como Reat, INSS Digital e apresentou o resultado da pesquisa da

Escrito por: Sindsprev-PE • Publicado em: 10/04/2017 - 14:14 • Última modificação: 10/04/2017 - 14:27 Escrito por: Sindsprev-PE Publicado em: 10/04/2017 - 14:14 Última modificação: 10/04/2017 - 14:27

Nesta sexta-feira, dia 7 de abril, os delegados de base do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social de Pernambuco (Sindsprev-PE) se reuniram para articular as estratégias de atuação para o INSS e Ministério da Saúde diante de instabilidade política atual. O encontro foi mediado pelo secretário geral, Luiz Eustáquio, e pelas dirigentes Leozina Barbosa e Maria Helena Rodrigues. Durante o evento, o advogado do Sindsprev-PE, Fabiano Parente, e a secretária de Assuntos Jurídicos, Francisca Alves, repassaram informes de interesse da categoria, incluindo o pecúlio.

" Estamos em um enfrentamento muito grande com o governo. Agora, a gente realmente precisa da unidade dos trabalhadores e o envolvimento de todos para lutar contra a atual conjuntura. Acredito que, em toda a minha trajetória, nunca houve um período tão perigoso para os trabalhadores. Estamos diante de um governo que tem como objetivo único tirar o direito dos trabalhadores e preparar o país para que ele sirva apenas à elite " , disparou Luiz Eustáquio.

Após a abertura do evento, houve a divisão do público em equipes para a discussão de temas específicos de cada órgão. Os servidores do INSS discutiram as novidades do teletrabalho e o regime de trabalho, enquanto os servidores da Saúde focaram nos resultados da pesquisa de Saúde do Trabalhador realizada através da parceria entre o Sindsprev-PE e a Fundacentro..

Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
 

As servidoras Nathalia Teixeira e Alzira Soares, sob mediação do secretário geral, Luiz Eustáquio, comandaram as explicações acerca dos interesses da categoria. Foram detalhadas as definições sobre o Regime Especial de Atendimento em Turnos (Reat) e também apresentado o projeto INSS Digital, o teletrabalho. O grupo ainda discutiu o desmonte que está sendo feito no Serviço Social e as precárias condições de trabalho nas Agências da Previdência Social (APS).


O Reat, que estava na pauta de reivindicação da categoria da última greve, preocupa os servidores diante da omissão do governo. " Foi criado um comitê para discutir o assunto. Na primeira reunião que tivemos, o governo alegou que o Reat estava em colapso e delegou às entidades sindicais a missão de resolver o problema. Eles instituíram o regime apostando em uma melhoria na qualidade dos serviços, mas ignoraram o fato de que não temos funcionários suficientes nas APSs. Colocaram metas impossíveis de serem alcançadas como se fossem dogmas e hoje temos agências abrindo à tarde com apenas um funcionário, fazendo de conta que estão funcionando " , criticou Nathalia Teixeira. " Temos poucos funcionários, muitos vão se aposentar e as metas precisam ser revistas. O Reat é uma ferramenta de gestão, não podem deixar isso sob responsabilidade das entidades " , destacou. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social se comprometeu a fazer reuniões quinzenais para pensar propostas para mudanças no Reat.

Alzira Soares, que é servidora da APS Corredor do Bispo, ao lado do dirigente Antônio Paz, da APS Pina, viajou para Mossoró, no Rio Grande do Norte, para conhecer os detalhes do projeto INSS Digital. Os dois foram escolhidos pela CNTSS/CUT e pelo Sindsprev. Eles identificaram pontos de estrangulamento no trabalho com a implantação do teletrabalho e Alzirinha, como é carinhosamente conhecida, repassou as informações para os delegados. Os principais problemas são: os processos permanecem sendo represados, passando de represamento físico para o virtual; muitas ferramentas precisam ser trabalhadas simultaneamente; ausência de interfase entre o GET e o CNIS (o servidor tem que passar os dados do CNIS para o GET a fim de arquivar as informações do CNIS no processo virtual); e muitos processos têm exigência, o que não pode ser ignorado. " A ideia que passa é que eles querem tirar as pessoas da agência e diminuir a quantidade de atendimentos espontâneos, mas nossa função, como órgão, é atender para conceder. Ainda há riscos de segurança no trabalho. As APSs não têm nem computadores para a gente trabalhar, como vão garantir a segurança na rede para que possamos trabalhar de casa? " , questionou Nathalia Teixeira. " É possível implantar, mas muita coisa tem que mudar para que realmente seja positivo " , complementou Alzirinha. 

Ministério da Saúde

Durante a reunião dos delegados de base, o 

 técnico Luiz Antônio e o educador José Hélio Lopes, ambos da Fundacentro, apresentaram o resultado da Pesquisa de Saúde do Trabalhador. O levantamento foi feito ao longo de 2016 em unidades de saúde da Região Metropolitana através de uma parceria entre o Sindsprev-PE e a Fundacentro, que é ligada ao Ministério do Trabalho. Servidores do Hospital Getúlio Vargas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Albert Sabin, PAM Centro e também da Policlínica Gouveia de Barros responderam a um questionário com 66 perguntas e, após o cruzamento das informações, foi traçado um panorama das condições de trabalho considerando questões como

  postura, mobiliário, movimentos repetitivos, acidentes, assédio moral e equipamentos de proteção. 

" Não está previsto em nenhuma lei e nem na Consolidação das Leis Trabalhistas, mas não podemos fechar os olhos para uma questão determinante: as pessoas estão felizes no seu ambiente de trabalho? Essa resposta reflete em tudo na nossa vida. Esse levantamento foi feito exatamente para que a gente descubra como sanar isso. As perguntas abordaram até mesmo a forma como as pessoas vão ao trabalho, porque quando você sai de casa para trabalhar, se houver um problema, já é considerado acidente de trajeto " , disse Hélio Lopes. " Fizemos o melhor que poderíamos fazer, de forma completamente gratuita, para conversar com os servidores, gerar um relatório e oferecer uma ferramenta de trabalho para o sindicato " , ressaltou Luiz Antônio.

" Nossos servidores estão doentes. Esse trabalho foi feito para que a gente possar descobrir e comprovar as doenças que estão nos atingindo. Agora, vamos ter um documento para poder embasar nossa luta e tentar acabar com essas dificuldades. Esse levantamento vai ser levado para a direção das unidades e para o Ministério da Saúde. Ele vai dar o caminho para o sindicato agir " , concluiu a secretária de Políticas Sociais do Sindsprev, Maria do Carmo.

Título: Delegados de base se reúnem para definir novas ações para a categoria, Conteúdo: Nesta sexta-feira, dia 7 de abril, os delegados de base do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social de Pernambuco (Sindsprev-PE) se reuniram para articular as estratégias de atuação para o INSS e Ministério da Saúde diante de instabilidade política atual. O encontro foi mediado pelo secretário geral, Luiz Eustáquio, e pelas dirigentes Leozina Barbosa e Maria Helena Rodrigues. Durante o evento, o advogado do Sindsprev-PE, Fabiano Parente, e a secretária de Assuntos Jurídicos, Francisca Alves, repassaram informes de interesse da categoria, incluindo o pecúlio. Estamos em um enfrentamento muito grande com o governo. Agora, a gente realmente precisa da unidade dos trabalhadores e o envolvimento de todos para lutar contra a atual conjuntura. Acredito que, em toda a minha trajetória, nunca houve um período tão perigoso para os trabalhadores. Estamos diante de um governo que tem como objetivo único tirar o direito dos trabalhadores e preparar o país para que ele sirva apenas à elite , disparou Luiz Eustáquio. Após a abertura do evento, houve a divisão do público em equipes para a discussão de temas específicos de cada órgão. Os servidores do INSS discutiram as novidades do teletrabalho e o regime de trabalho, enquanto os servidores da Saúde focaram nos resultados da pesquisa de Saúde do Trabalhador realizada através da parceria entre o Sindsprev-PE e a Fundacentro.. Instituto Nacional do Seguro Social - INSS   As servidoras Nathalia Teixeira e Alzira Soares, sob mediação do secretário geral, Luiz Eustáquio, comandaram as explicações acerca dos interesses da categoria. Foram detalhadas as definições sobre o Regime Especial de Atendimento em Turnos (Reat) e também apresentado o projeto INSS Digital, o teletrabalho. O grupo ainda discutiu o desmonte que está sendo feito no Serviço Social e as precárias condições de trabalho nas Agências da Previdência Social (APS). O Reat, que estava na pauta de reivindicação da categoria da última greve, preocupa os servidores diante da omissão do governo. Foi criado um comitê para discutir o assunto. Na primeira reunião que tivemos, o governo alegou que o Reat estava em colapso e delegou às entidades sindicais a missão de resolver o problema. Eles instituíram o regime apostando em uma melhoria na qualidade dos serviços, mas ignoraram o fato de que não temos funcionários suficientes nas APSs. Colocaram metas impossíveis de serem alcançadas como se fossem dogmas e hoje temos agências abrindo à tarde com apenas um funcionário, fazendo de conta que estão funcionando , criticou Nathalia Teixeira. Temos poucos funcionários, muitos vão se aposentar e as metas precisam ser revistas. O Reat é uma ferramenta de gestão, não podem deixar isso sob responsabilidade das entidades , destacou. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social se comprometeu a fazer reuniões quinzenais para pensar propostas para mudanças no Reat. Alzira Soares, que é servidora da APS Corredor do Bispo, ao lado do dirigente Antônio Paz, da APS Pina, viajou para Mossoró, no Rio Grande do Norte, para conhecer os detalhes do projeto INSS Digital. Os dois foram escolhidos pela CNTSS/CUT e pelo Sindsprev. Eles identificaram pontos de estrangulamento no trabalho com a implantação do teletrabalho e Alzirinha, como é carinhosamente conhecida, repassou as informações para os delegados. Os principais problemas são: os processos permanecem sendo represados, passando de represamento físico para o virtual; muitas ferramentas precisam ser trabalhadas simultaneamente; ausência de interfase entre o GET e o CNIS (o servidor tem que passar os dados do CNIS para o GET a fim de arquivar as informações do CNIS no processo virtual); e muitos processos têm exigência, o que não pode ser ignorado. A ideia que passa é que eles querem tirar as pessoas da agência e diminuir a quantidade de atendimentos espontâneos, mas nossa função, como órgão, é atender para conceder. Ainda há riscos de segurança no trabalho. As APSs não têm nem computadores para a gente trabalhar, como vão garantir a segurança na rede para que possamos trabalhar de casa? , questionou Nathalia Teixeira. É possível implantar, mas muita coisa tem que mudar para que realmente seja positivo , complementou Alzirinha.  Ministério da Saúde Durante a reunião dos delegados de base, o   técnico Luiz Antônio e o educador José Hélio Lopes, ambos da Fundacentro, apresentaram o resultado da Pesquisa de Saúde do Trabalhador. O levantamento foi feito ao longo de 2016 em unidades de saúde da Região Metropolitana através de uma parceria entre o Sindsprev-PE e a Fundacentro, que é ligada ao Ministério do Trabalho. Servidores do Hospital Getúlio Vargas, Barão de Lucena, Agamenon Magalhães, Albert Sabin, PAM Centro e também da Policlínica Gouveia de Barros responderam a um questionário com 66 perguntas e, após o cruzamento das informações, foi traçado um panorama das condições de trabalho considerando questões como   postura, mobiliário, movimentos repetitivos, acidentes, assédio moral e equipamentos de proteção.  Não está previsto em nenhuma lei e nem na Consolidação das Leis Trabalhistas, mas não podemos fechar os olhos para uma questão determinante: as pessoas estão felizes no seu ambiente de trabalho? Essa resposta reflete em tudo na nossa vida. Esse levantamento foi feito exatamente para que a gente descubra como sanar isso. As perguntas abordaram até mesmo a forma como as pessoas vão ao trabalho, porque quando você sai de casa para trabalhar, se houver um problema, já é considerado acidente de trajeto , disse Hélio Lopes. Fizemos o melhor que poderíamos fazer, de forma completamente gratuita, para conversar com os servidores, gerar um relatório e oferecer uma ferramenta de trabalho para o sindicato , ressaltou Luiz Antônio. Nossos servidores estão doentes. Esse trabalho foi feito para que a gente possar descobrir e comprovar as doenças que estão nos atingindo. Agora, vamos ter um documento para poder embasar nossa luta e tentar acabar com essas dificuldades. Esse levantamento vai ser levado para a direção das unidades e para o Ministério da Saúde. Ele vai dar o caminho para o sindicato agir , concluiu a secretária de Políticas Sociais do Sindsprev, Maria do Carmo.



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