Caravana prestigia acampamento do MST e homenageia Marcelo Déda e Eduardo Dutra

Em Sergipe, ex-presidente almoça com sem-terras em acampamento onde vivem 54 famílias.

Escrito por: Cláudia Motta, especial para RB • Publicado em: 21/08/2017 - 16:19 Escrito por: Cláudia Motta, especial para RB Publicado em: 21/08/2017 - 16:19

Estância (SE) – A caravana segue pela rodovia que liga Salvador a Aracaju pelo litoral em longos trechos ladeados por vegetação, quilômetros e quilômetros sem uma cidade à vista. Mas basta os ônibus que acompanham a caravana Lula pelo Brasil passarem por algum vilarejo e as ruas se enchem de gente para acenar.

A chegada neste domingo (20) ao acampamento Valdir Macedo, no município de Jandaíra, divisa da Bahia com Sergipe, também foi assim. Centenas de trabalhadores formavam uma espécie de cerca humana entre o terreno e a a estrada. O acampamento leva o nome de uma liderança local do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Luiz Inácio Lula da Silva era esperado para o almoço, no local onde vivem cerca de 54 famílias. A estrutura é precária, sem água nem luz, e as pessoas se acomodam em algumas dezenas de casas pré-moldadas ou barracos montados em palha e sapê. O MST ocupa a área há quatro anos e seis meses, e pleiteia a posse da Fazenda Cambuí, um latifúndio improdutivo, segundo os sem-terra.

Dona Ildenei diz rezar pela volta do petista à Presidência. E comemora esse dia de festa junto com a família, na casinha de madeira pintada de azul e toda enfeitada para receber a caravana. “Abracei ele”, conta a lavradora depois de ver o ex-presidente entrar pela porta da frente junto com toda a muvuca que cerca cada passo dessa caravana. Ela vive ali com as cinco filhas e três netos, e batalha diariamente entre a roça os serviços domésticos, na esperança de que a terra “sem uso” seja regularizada para que o acampamento vire assentamento e passe a receber benfeitorias. 

Para Diana Ramos dos Santos, moradora na ocupação desde seu início ao lado do marido e do filho, foi o dia mais "chique" do acampamento. "Não é? Já pensou, receber um presidente?", brinca, já pensando na volta à rotina nas horas seguintes, entre se revezar na vigilância, na pesca e nas roças. "A gente planta macaxeira, amendoim, quiabo, cana, fava (feijão)... A gente planta de tudo aqui. Achando um lugar a gente planta."

Título: Caravana prestigia acampamento do MST e homenageia Marcelo Déda e Eduardo Dutra, Conteúdo: Estância (SE) – A caravana segue pela rodovia que liga Salvador a Aracaju pelo litoral em longos trechos ladeados por vegetação, quilômetros e quilômetros sem uma cidade à vista. Mas basta os ônibus que acompanham a caravana Lula pelo Brasil passarem por algum vilarejo e as ruas se enchem de gente para acenar. A chegada neste domingo (20) ao acampamento Valdir Macedo, no município de Jandaíra, divisa da Bahia com Sergipe, também foi assim. Centenas de trabalhadores formavam uma espécie de cerca humana entre o terreno e a a estrada. O acampamento leva o nome de uma liderança local do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Luiz Inácio Lula da Silva era esperado para o almoço, no local onde vivem cerca de 54 famílias. A estrutura é precária, sem água nem luz, e as pessoas se acomodam em algumas dezenas de casas pré-moldadas ou barracos montados em palha e sapê. O MST ocupa a área há quatro anos e seis meses, e pleiteia a posse da Fazenda Cambuí, um latifúndio improdutivo, segundo os sem-terra. Dona Ildenei diz rezar pela volta do petista à Presidência. E comemora esse dia de festa junto com a família, na casinha de madeira pintada de azul e toda enfeitada para receber a caravana. “Abracei ele”, conta a lavradora depois de ver o ex-presidente entrar pela porta da frente junto com toda a muvuca que cerca cada passo dessa caravana. Ela vive ali com as cinco filhas e três netos, e batalha diariamente entre a roça os serviços domésticos, na esperança de que a terra “sem uso” seja regularizada para que o acampamento vire assentamento e passe a receber benfeitorias.  Para Diana Ramos dos Santos, moradora na ocupação desde seu início ao lado do marido e do filho, foi o dia mais chique do acampamento. Não é? Já pensou, receber um presidente?, brinca, já pensando na volta à rotina nas horas seguintes, entre se revezar na vigilância, na pesca e nas roças. A gente planta macaxeira, amendoim, quiabo, cana, fava (feijão)... A gente planta de tudo aqui. Achando um lugar a gente planta.



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