Bancários protestam contra aumento do Saúde Caixa

O objetivo é denunciar a ilegalidade da medida e esclarecer os empregados

Escrito por: SEECPE • Publicado em: 31/01/2017 - 14:15 • Última modificação: 31/01/2017 - 14:29 Escrito por: SEECPE Publicado em: 31/01/2017 - 14:15 Última modificação: 31/01/2017 - 14:29

Os empregados da Caixa de todo o país realizam nesta terça-feira (31), o Dia Nacional de Luta em Defesa do Modelo de Custeio do Saúde Caixa. Em Pernambuco, o Sindicato dos Bancários irá aderir ao movimento para denunciar a intransigência da direção da estatal, que comunicou novos valores a serem cobrados dos assistidos pelo plano a partir de 1º de fevereiro, sem negociar com os representantes dos empregados.

Com início às 10h, representantes do Sindicato somam-se ao movimento realizando ato na Superintendência Administrativa da Caixa, na Ilha do Leite, centro do Recife. O objetivo é denunciar a ilegalidade da medida e esclarecer os empregados sobre a cláusula 32ª do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece a manutenção dos percentuais de mensalidade, da coparticipação e do valor para o teto.

Na última quinta-feira (26), a direção da Caixa informou que a mensalidade dos trabalhadores da ativa e aposentados irá aumentar de 2% para 3,46% da remuneração base; a coparticipação das despesas assistenciais subirá de 20% para 30% e o valor limite da coparticipação passará de R$ 2.400 para R$ 4.200. Nesse último caso, toda vez que o assistido ultrapassar esse gasto, o complemento será feito pela Caixa.

“Trata-se de um novo golpe do governo Michel Temer e seus comparsas da direção do banco contra os empregados da Caixa. Vamos impetrar ações judiciais para cancelar os reajustes arbitrários e ilegais”, assegura a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Diferentemente do que a direção do banco afirma, as projeções indicam que o plano será superavitário pelo menos nos exercícios de 2017 e 2018. O relatório financeiro de 2016 aponta superavit da ordem de R$ 66 milhões. No acumulado, são quase R$ 700 milhões.

De acordo com o ACT, aumentos devem ser negociados no Conselho de Usuários e na mesa permanente, mediante a apresentação de números que mostrem a necessidade. Também segundo o acordo, cabe aos titulares arcarem com 30% das despesas assistenciais, e a Caixa com 70%. hoje, porém, trabalhadores e trabalhadoras pagam mais de 30%. Com os aumentos anunciados na semana passada, essa porcentagem será ainda maior.

Para o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, a medida representa um descumprimento do acordo que obriga o banco a negociar com os empregados as mudanças no plano de saúde. "Esse comunicado é reflexo da intransigência e unilateralidade do governo e da direção da Caixa no que diz respeito às decisões que afetam diretamente os empregados. Não houve diálogo com o movimento sindical e os empregados foram surpreendidos", denuncia.

Título: Bancários protestam contra aumento do Saúde Caixa, Conteúdo: Os empregados da Caixa de todo o país realizam nesta terça-feira (31), o Dia Nacional de Luta em Defesa do Modelo de Custeio do Saúde Caixa. Em Pernambuco, o Sindicato dos Bancários irá aderir ao movimento para denunciar a intransigência da direção da estatal, que comunicou novos valores a serem cobrados dos assistidos pelo plano a partir de 1º de fevereiro, sem negociar com os representantes dos empregados. Com início às 10h, representantes do Sindicato somam-se ao movimento realizando ato na Superintendência Administrativa da Caixa, na Ilha do Leite, centro do Recife. O objetivo é denunciar a ilegalidade da medida e esclarecer os empregados sobre a cláusula 32ª do acordo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que estabelece a manutenção dos percentuais de mensalidade, da coparticipação e do valor para o teto. Na última quinta-feira (26), a direção da Caixa informou que a mensalidade dos trabalhadores da ativa e aposentados irá aumentar de 2% para 3,46% da remuneração base; a coparticipação das despesas assistenciais subirá de 20% para 30% e o valor limite da coparticipação passará de R$ 2.400 para R$ 4.200. Nesse último caso, toda vez que o assistido ultrapassar esse gasto, o complemento será feito pela Caixa. “Trata-se de um novo golpe do governo Michel Temer e seus comparsas da direção do banco contra os empregados da Caixa. Vamos impetrar ações judiciais para cancelar os reajustes arbitrários e ilegais”, assegura a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues. Diferentemente do que a direção do banco afirma, as projeções indicam que o plano será superavitário pelo menos nos exercícios de 2017 e 2018. O relatório financeiro de 2016 aponta superavit da ordem de R$ 66 milhões. No acumulado, são quase R$ 700 milhões. De acordo com o ACT, aumentos devem ser negociados no Conselho de Usuários e na mesa permanente, mediante a apresentação de números que mostrem a necessidade. Também segundo o acordo, cabe aos titulares arcarem com 30% das despesas assistenciais, e a Caixa com 70%. hoje, porém, trabalhadores e trabalhadoras pagam mais de 30%. Com os aumentos anunciados na semana passada, essa porcentagem será ainda maior. Para o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, a medida representa um descumprimento do acordo que obriga o banco a negociar com os empregados as mudanças no plano de saúde. Esse comunicado é reflexo da intransigência e unilateralidade do governo e da direção da Caixa no que diz respeito às decisões que afetam diretamente os empregados. Não houve diálogo com o movimento sindical e os empregados foram surpreendidos, denuncia.



Informativo CUT PE

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.