Assembleia decisiva dos gráficos dos jornais nesta quinta-feira (17)

Os trabalhadores gráficos dos jornais voltam a participar de assembleia na quinta às 12h

Escrito por: Sindgraf-PE • Publicado em: 16/11/2016 - 12:09 • Última modificação: 16/11/2016 - 12:28 Escrito por: Sindgraf-PE Publicado em: 16/11/2016 - 12:09 Última modificação: 16/11/2016 - 12:28

Os trabalhadores gráficos dos três principais jornais de Pernambuco decretaram estado de greve durante uma assembleia na última semana. O movimento paredista foi aprovada por unanimidade. A greve geral já pode começar depois de um nova assembleia nesta quinta-feira (17), às 12h, no Sindicato da categoria (Sindgraf-PE). A assembleia extra foi marcada porque a bancada patronal decidiu elaborar uma nova proposta salarial. A inflação anual chegou a 9,15%, mas os patrões insistiam em pagar só 4% – menos da metade dela. Os gráficos, por sua vez, só exigem a recuperação das perdas inflacionárias. Sem isso, a greve é dada como certa. A notificação de greve já foi encaminhada pelo Sindgraf aos patrões desde a última semana. Em 2011, os gráfico do DiárioPE e do Jornal do Commercio fizeram greve até arrancarem a recuperação salarial. Já em 2015, os gráficos da FolhaPE também cruzaram os braços. Em ambos os casos, os jornais deixaram de circular.

 

A revolta dos gráficos é grande porque o último aumento ocorreu em 2014. Com isso, o salário deles hoje é de apenas 80% do que já foi há dois anos. A revolta dos trabalhadores é generalizada. Parte dos gráficos queria inclusive parar desde a última assembleia na semana passada. Mas, coletivamente conscientes, eles decidiram aguardar até este quinta – prazo final dado aos jornais para acabarem com a intransigência até então no processo negocial e mostrar uma proposta justa.

 

A revolta da categoria foi ganhando força nas últimas semanas. O caldo engrossou depois que em uma mediação no Ministério do Trabalho os intermediários dos donos dos jornais reafirmaram que a única proposta é 4%. Foi insinuado que podia ser até zero, porque os gráficos já estão empregados. Este ponto foi até debatido na assembleia. O trabalhador, de fato, nunca será dono do emprego, a exemplo dos gráficos da pré-impressão do Jornal do Commercio que foram demitidos, mesmo evitando a participação em atividades em defesa dos seus direitos e salários. Outros trabalhadores foram também demitidos durante a reestruturação que os jornais fizeram, expondo os profissionais que ficaram a condições bem desumanas.

 

“O trabalhador não é dono do emprego, mas, indiscutivelmente, ele é dono da sua mão de obra, indispensável para que o jornal seja impresso. Sem isso, o dono da empresa não tem o jornal para vender. Logo, a obrigação mínima de um dono de empresa é a de garantir a recuperação salarial dos funcionários diante da inflação”, bradou Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf. Porém, como o empresariado não mostra apreço por seus trabalhadores, porque só quer rebaixar os seus salários, a luta dos gráficos é indispensável, até com greve, para arrancar a sua merecida recomposição salarial.

 

A demonstração do desrespeito dos patrões aos seus trabalhadores é tamanha que não foi dada nem a resposta de uma contraproposta previamente acertada. O retorno patronal só houve quando iniciou a assembleia da última semana, temendo o começo da greve. O fato foi presenciado pelos gráficos no local. Só tem força aquele que mostra a força que tem. Em 2015, os donos dos jornais mostraram a sua força contra os gráficos, ainda sem o reajuste. A inflação foi quase 10% e os patrões insistiram em 6%. Como não houve greve, o caso foi parar na Justiça e continua sem data para julgamento.

 

Já a proposta salarial para este ano, vendo que não houve reação dos gráficos em 2015, os jornais baixaram para 4%. “Só tem força quem mostra a força que tem”, repetiu empolgado Iraquitan com a decretação do  estado  de greve da categoria. Ele lembrou que o tamanho da conquista sempre foi e será do tamanho da luta. Um exemplo atual vem dos trabalhadores das gráficas convencionais, que, com a realização da cruzada paredista em 2015, recuperaram o salário do referido ano, bem como a recomposição do ano atual.

 

Agora, com a notificação de greve dos gráficos dos jornais, o setor mostra que está disposto a arrancar a sua recomposição salarial. A aprovação do estado de greve teve significativa participação da classe. “Esta foi uma das maiores assembleias que tivemos com os gráficos dos jornais”, disse Iraquitan. O sindicalista lembrou do traquejo que os trabalhadores já têm com o movimento paredista. Os gráficos do JC e do Diário já possuem grande experiência com a histórica greve no ano de 2011. Enquanto que os gráficos da Folha também possuem com a realização da greve plena no ano de 2015.

 

Em ambos os movimentos paredistas, o resultado foi a vitoria dos trabalhadores e os jornais acabaram ficando sem circular. Iraquitan realça que os episódios mostram que o gráfico quando faz greve, faz com consciência. O trabalhador faz a greve da luta de classe – aquela onde nenhum trabalhador envolvido precisa arrancar o outro companheiro arbitrariamente do local de trabalho, pois todos param.

 

Desse modo, todos presentes na assembleia desta quinta-feira, às 12h, no Sindgraf, para avaliar a proposta patronal e encaminhar os rumos da campanha salarial, inclusive a decretação de greve geral. A assembleia é exclusiva para os gráficos do Diário, JC e da Folha.

 

Título: Assembleia decisiva dos gráficos dos jornais nesta quinta-feira (17), Conteúdo: Os trabalhadores gráficos dos três principais jornais de Pernambuco decretaram estado de greve durante uma assembleia na última semana. O movimento paredista foi aprovada por unanimidade. A greve geral já pode começar depois de um nova assembleia nesta quinta-feira (17), às 12h, no Sindicato da categoria (Sindgraf-PE). A assembleia extra foi marcada porque a bancada patronal decidiu elaborar uma nova proposta salarial. A inflação anual chegou a 9,15%, mas os patrões insistiam em pagar só 4% – menos da metade dela. Os gráficos, por sua vez, só exigem a recuperação das perdas inflacionárias. Sem isso, a greve é dada como certa. A notificação de greve já foi encaminhada pelo Sindgraf aos patrões desde a última semana. Em 2011, os gráfico do DiárioPE e do Jornal do Commercio fizeram greve até arrancarem a recuperação salarial. Já em 2015, os gráficos da FolhaPE também cruzaram os braços. Em ambos os casos, os jornais deixaram de circular.   A revolta dos gráficos é grande porque o último aumento ocorreu em 2014. Com isso, o salário deles hoje é de apenas 80% do que já foi há dois anos. A revolta dos trabalhadores é generalizada. Parte dos gráficos queria inclusive parar desde a última assembleia na semana passada. Mas, coletivamente conscientes, eles decidiram aguardar até este quinta – prazo final dado aos jornais para acabarem com a intransigência até então no processo negocial e mostrar uma proposta justa.   A revolta da categoria foi ganhando força nas últimas semanas. O caldo engrossou depois que em uma mediação no Ministério do Trabalho os intermediários dos donos dos jornais reafirmaram que a única proposta é 4%. Foi insinuado que podia ser até zero, porque os gráficos já estão empregados. Este ponto foi até debatido na assembleia. O trabalhador, de fato, nunca será dono do emprego, a exemplo dos gráficos da pré-impressão do Jornal do Commercio que foram demitidos, mesmo evitando a participação em atividades em defesa dos seus direitos e salários. Outros trabalhadores foram também demitidos durante a reestruturação que os jornais fizeram, expondo os profissionais que ficaram a condições bem desumanas.   “O trabalhador não é dono do emprego, mas, indiscutivelmente, ele é dono da sua mão de obra, indispensável para que o jornal seja impresso. Sem isso, o dono da empresa não tem o jornal para vender. Logo, a obrigação mínima de um dono de empresa é a de garantir a recuperação salarial dos funcionários diante da inflação”, bradou Iraquitan da Silva, presidente do Sindgraf. Porém, como o empresariado não mostra apreço por seus trabalhadores, porque só quer rebaixar os seus salários, a luta dos gráficos é indispensável, até com greve, para arrancar a sua merecida recomposição salarial.   A demonstração do desrespeito dos patrões aos seus trabalhadores é tamanha que não foi dada nem a resposta de uma contraproposta previamente acertada. O retorno patronal só houve quando iniciou a assembleia da última semana, temendo o começo da greve. O fato foi presenciado pelos gráficos no local. Só tem força aquele que mostra a força que tem. Em 2015, os donos dos jornais mostraram a sua força contra os gráficos, ainda sem o reajuste. A inflação foi quase 10% e os patrões insistiram em 6%. Como não houve greve, o caso foi parar na Justiça e continua sem data para julgamento.   Já a proposta salarial para este ano, vendo que não houve reação dos gráficos em 2015, os jornais baixaram para 4%. “Só tem força quem mostra a força que tem”, repetiu empolgado Iraquitan com a decretação do  estado  de greve da categoria. Ele lembrou que o tamanho da conquista sempre foi e será do tamanho da luta. Um exemplo atual vem dos trabalhadores das gráficas convencionais, que, com a realização da cruzada paredista em 2015, recuperaram o salário do referido ano, bem como a recomposição do ano atual.   Agora, com a notificação de greve dos gráficos dos jornais, o setor mostra que está disposto a arrancar a sua recomposição salarial. A aprovação do estado de greve teve significativa participação da classe. “Esta foi uma das maiores assembleias que tivemos com os gráficos dos jornais”, disse Iraquitan. O sindicalista lembrou do traquejo que os trabalhadores já têm com o movimento paredista. Os gráficos do JC e do Diário já possuem grande experiência com a histórica greve no ano de 2011. Enquanto que os gráficos da Folha também possuem com a realização da greve plena no ano de 2015.   Em ambos os movimentos paredistas, o resultado foi a vitoria dos trabalhadores e os jornais acabaram ficando sem circular. Iraquitan realça que os episódios mostram que o gráfico quando faz greve, faz com consciência. O trabalhador faz a greve da luta de classe – aquela onde nenhum trabalhador envolvido precisa arrancar o outro companheiro arbitrariamente do local de trabalho, pois todos param.   Desse modo, todos presentes na assembleia desta quinta-feira, às 12h, no Sindgraf, para avaliar a proposta patronal e encaminhar os rumos da campanha salarial, inclusive a decretação de greve geral. A assembleia é exclusiva para os gráficos do Diário, JC e da Folha.  



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