30 mil protestam contra reformas da Previdência e Trabalhista em passeata no Recife

O dia foi marcado pela paralisação de diversas categorias, além das mobilizações em quase todos os municípios do Estado.

Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE com informações adicionais dos SEEC e do Sindsep-PE • Publicado em: 03/07/2017 - 08:44 • Última modificação: 03/07/2017 - 11:46 Escrito por: Assessoria de Imprensa da CUT-PE com informações adicionais dos SEEC e do Sindsep-PE Publicado em: 03/07/2017 - 08:44 Última modificação: 03/07/2017 - 11:46

Tempus

As centrais sindicais de Pernambuco - CUT, CTB, CGTB, CSP Conlutas, CSB, UGT, Pública Central do Servidor, Força Sindical, Intersindical, Nova Central – em conjunto com as Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM) mostraram mais uma vez luta, disposição e resistência na sexta-feira, 30 de junho, durante às manifestações do Dia Nacional “ Vamos parar o Brasil contra a Reforma Trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria”. A mobilização unitária contou com a participação de  30 mil pessoas e teve como principais pautas a luta contra as reformas da previdência e trabalhista, além da exigência da saída imediata de Michel Temer da presidência e a revogação de todos os atos do seu governo

O dia foi marcado pela paralisação de diversas categorias, além das mobilizações em quase todos os municípios do Estado. Ações como trancamento de avenidas, rodovias e ocupação de espaços públicas  foram táticas utilizadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais para protestar contra as reformas do golpista Michel Temer.

No começo da manhã, as mulheres da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo saíram em caminhada pela Avenida Cruz Cabugá, bairro de Santo Amaro, e protestaram contra as reformas do golpista Temer e seus aliados. Os principais corredores bancários da Região Metropolitana do Recife estiveram com as agências fechadas. Em seguida, o Sindicato dos Bancários realizou ato público na Caixa Guararapes para marcar a adesão da categoria à Greve Geral. Pela manhã, dirigentes sindicais realizaram reuniões com os bancários. Com o apoio da categoria, a entidade manteve as agências do Bairro do Recife e das avenidas Conde da Boa Vista e Dantas Barreto fechadas até o meio-dia, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência e pela revogação da Lei da Terceirização.

Vale frisar que os bancários também cruzaram os braços em municípios estratégicos, como Camaragibe, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes e outros no Interior do Estado. As companheiras da direção do Sindpd-PE, marcaram presença na Greve Geral com ato público em frente ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), sede regional no bairro de Parnamirim. 

Alguns órgãos federais paralisaram, como a Secretaria Federal de Agricultura (SFA) e Dnocs. Onde não houve paralisação, diretiores do Sindsep-PE passaram convidando os servidores para o ato da tarde. Teve também mobilização dos servidores federais no interior do Estado, em municípios como Palmares, Salgueiro, Petrolina, Garanhuns e Caruaru. 

A praça do Derby, na área central, foi o palco das manifestações durante a tarde. Os participantes realizaram um ato político-cultural com a montagem do "Arraial das Diretas Já". Não faltaram bandeirinhas e nem trilhas alusivas ao período junino. "Tem tanta sujeira/tem tanto ladrão/tem tanto roubalheira é o Temer e seus comparsas nos passando a mão..." parodiavam os manifestantes acompanhados de sanfoneiros a música do popular grupo Trio Nordestino.

As expressões "Fora Temer" e "Eleições Diretas Já" marcaram não apenas as paródias, mas também gritos indignados, camisas de todas as cores e cartazes. Um cartaz gigante chamou atenção com a imagem de Temer vestido de Drácula. Alguns participantes também usavam adesivos com o pedido de 'Diretas Já'. Durante a concentração, um grupo do Sindicato dos Músicos de Pernambuco tocou canções de protesto em ritmo de quadrilha junina. Cerca de 40 pessoas aderiram à ideia e dançaram até o início da caminhada. Também participaram do ato vários integrantes das centrais sindicais, além de uma quantidade expressiva de sindicatos ligados aos setores públicos municipais, estaduais e federais, bem como de segmentos rede privada e dos movimentos sociais.

Logo depois, os manifestantes tomaram conta das Avenidas Agamenon Magalhães, Conde da Boa Vista. Eram 16h30, e já não se viam mais batedores de panelas nas janelas dos edifícios quando milhares de trabalhadoras e trabalhadores ocuparam a faixa do sentido subúrbio-cidade da Avenida Conde da Boa Vista, um dos principais corredores de lutas sindicais localizado no centro da capital pernambucana. Por volta das 17h40, eles chegaram até à rua da Aurora, onde houve a dispersão de todos..

O presidente da CUT Pernambuco, Carlos Veras, frisou que a caminhada da sexta-feira, 30 de junho, não foi igual à anterior porque questão do tempo de 30 dias para organizar e muitos sindicatos estão em campanha salarial. Mas, ressaltou que diversas categorias e serviços públicos pararam e mostrou que a classe trabalhadora está unida e entendendo que não vão aceitar que esse governo acabe com as suas conquistas.

"É importante que a população entenda que não estamos nas ruas pedindo nem um centavo a mais, um direito a mais. Nós estamos lutando para que não assaltem nossos direitos, que não acabem com os direitos trabalhistas e com a Previdência. Estamos em greve, hoje, por todos os direitos da classe trabalhadora. Esse Congresso Nacional, com seus deputados e senadores, junto com Michel Temer, estão roubando nossos direitos, acabando com as nossas conquistas", enfatizou Veras.

A reforma trabalhista foi aprovada na última quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e deve ser votada no plenário da casa na terça ou quarta desta semana. Já a reforma da Previdência está em discussão na Câmara dos Deputados. Depois do sucesso de mais uma greve geral, as centrais sindicais prometem, para o dia da votação da reforma trabalhista no plenário do Senado, uma grande mobilização em Brasília. 

Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, os parlamentares estão receosos de apoiar as reformas do governo golpista de Michel Temer, em decorrência da presença constante de manifestantes nas ruas, lutando pela preservação dos seus direitos. O dirigente sindical aproveitou para convocar a militância para acompanhar de perto os próximos passos da tramitação da Reforma Trabalhista.

“Os senadores estão morrendo de medo de vocês. Vocês [manifestantes] são muito fortes. Eles iam votar dia 6 e adiaram, eles estão com medo. Isso está acontecendo porque a gente não deixa esfriar, todo dia tem ato no Brasil. A greve foi forte no Brasil inteiro e mostrou a força da classe trabalhadora”, afirmou.

Não há mais o que esperar. A população não pode assistir inerte a tantas atrocidades contra a classe trabalhadora. Ocupar as ruas é a única saída para barrar as reformas.

Título: 30 mil protestam contra reformas da Previdência e Trabalhista em passeata no Recife, Conteúdo: As centrais sindicais de Pernambuco - CUT, CTB, CGTB, CSP Conlutas, CSB, UGT, Pública Central do Servidor, Força Sindical, Intersindical, Nova Central – em conjunto com as Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo (FPSM) mostraram mais uma vez luta, disposição e resistência na sexta-feira, 30 de junho, durante às manifestações do Dia Nacional “ Vamos parar o Brasil contra a Reforma Trabalhista, em defesa dos direitos e da aposentadoria”. A mobilização unitária contou com a participação de  30 mil pessoas e teve como principais pautas a luta contra as reformas da previdência e trabalhista, além da exigência da saída imediata de Michel Temer da presidência e a revogação de todos os atos do seu governo O dia foi marcado pela paralisação de diversas categorias, além das mobilizações em quase todos os municípios do Estado. Ações como trancamento de avenidas, rodovias e ocupação de espaços públicas  foram táticas utilizadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais para protestar contra as reformas do golpista Michel Temer. No começo da manhã, as mulheres da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo saíram em caminhada pela Avenida Cruz Cabugá, bairro de Santo Amaro, e protestaram contra as reformas do golpista Temer e seus aliados. Os principais corredores bancários da Região Metropolitana do Recife estiveram com as agências fechadas. Em seguida, o Sindicato dos Bancários realizou ato público na Caixa Guararapes para marcar a adesão da categoria à Greve Geral. Pela manhã, dirigentes sindicais realizaram reuniões com os bancários. Com o apoio da categoria, a entidade manteve as agências do Bairro do Recife e das avenidas Conde da Boa Vista e Dantas Barreto fechadas até o meio-dia, em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência e pela revogação da Lei da Terceirização. Vale frisar que os bancários também cruzaram os braços em municípios estratégicos, como Camaragibe, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes e outros no Interior do Estado. As companheiras da direção do Sindpd-PE, marcaram presença na Greve Geral com ato público em frente ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), sede regional no bairro de Parnamirim.  Alguns órgãos federais paralisaram, como a Secretaria Federal de Agricultura (SFA) e Dnocs. Onde não houve paralisação, diretiores do Sindsep-PE passaram convidando os servidores para o ato da tarde. Teve também mobilização dos servidores federais no interior do Estado, em municípios como Palmares, Salgueiro, Petrolina, Garanhuns e Caruaru.  A praça do Derby, na área central, foi o palco das manifestações durante a tarde. Os participantes realizaram um ato político-cultural com a montagem do Arraial das Diretas Já. Não faltaram bandeirinhas e nem trilhas alusivas ao período junino. Tem tanta sujeira/tem tanto ladrão/tem tanto roubalheira é o Temer e seus comparsas nos passando a mão... parodiavam os manifestantes acompanhados de sanfoneiros a música do popular grupo Trio Nordestino. As expressões Fora Temer e Eleições Diretas Já marcaram não apenas as paródias, mas também gritos indignados, camisas de todas as cores e cartazes. Um cartaz gigante chamou atenção com a imagem de Temer vestido de Drácula. Alguns participantes também usavam adesivos com o pedido de Diretas Já. Durante a concentração, um grupo do Sindicato dos Músicos de Pernambuco tocou canções de protesto em ritmo de quadrilha junina. Cerca de 40 pessoas aderiram à ideia e dançaram até o início da caminhada. Também participaram do ato vários integrantes das centrais sindicais, além de uma quantidade expressiva de sindicatos ligados aos setores públicos municipais, estaduais e federais, bem como de segmentos rede privada e dos movimentos sociais. Logo depois, os manifestantes tomaram conta das Avenidas Agamenon Magalhães, Conde da Boa Vista. Eram 16h30, e já não se viam mais batedores de panelas nas janelas dos edifícios quando milhares de trabalhadoras e trabalhadores ocuparam a faixa do sentido subúrbio-cidade da Avenida Conde da Boa Vista, um dos principais corredores de lutas sindicais localizado no centro da capital pernambucana. Por volta das 17h40, eles chegaram até à rua da Aurora, onde houve a dispersão de todos.. O presidente da CUT Pernambuco, Carlos Veras, frisou que a caminhada da sexta-feira, 30 de junho, não foi igual à anterior porque questão do tempo de 30 dias para organizar e muitos sindicatos estão em campanha salarial. Mas, ressaltou que diversas categorias e serviços públicos pararam e mostrou que a classe trabalhadora está unida e entendendo que não vão aceitar que esse governo acabe com as suas conquistas. É importante que a população entenda que não estamos nas ruas pedindo nem um centavo a mais, um direito a mais. Nós estamos lutando para que não assaltem nossos direitos, que não acabem com os direitos trabalhistas e com a Previdência. Estamos em greve, hoje, por todos os direitos da classe trabalhadora. Esse Congresso Nacional, com seus deputados e senadores, junto com Michel Temer, estão roubando nossos direitos, acabando com as nossas conquistas, enfatizou Veras. A reforma trabalhista foi aprovada na última quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e deve ser votada no plenário da casa na terça ou quarta desta semana. Já a reforma da Previdência está em discussão na Câmara dos Deputados. Depois do sucesso de mais uma greve geral, as centrais sindicais prometem, para o dia da votação da reforma trabalhista no plenário do Senado, uma grande mobilização em Brasília.  Segundo o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, os parlamentares estão receosos de apoiar as reformas do governo golpista de Michel Temer, em decorrência da presença constante de manifestantes nas ruas, lutando pela preservação dos seus direitos. O dirigente sindical aproveitou para convocar a militância para acompanhar de perto os próximos passos da tramitação da Reforma Trabalhista. “Os senadores estão morrendo de medo de vocês. Vocês [manifestantes] são muito fortes. Eles iam votar dia 6 e adiaram, eles estão com medo. Isso está acontecendo porque a gente não deixa esfriar, todo dia tem ato no Brasil. A greve foi forte no Brasil inteiro e mostrou a força da classe trabalhadora”, afirmou. Não há mais o que esperar. A população não pode assistir inerte a tantas atrocidades contra a classe trabalhadora. Ocupar as ruas é a única saída para barrar as reformas.



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